Apicultura

Polinização assistida aumenta em 17,1% produtividade na cafeicultura

Resultado apresentado pelo Applebee aponta aumento de 8,8 sacas e ganho aproximado de R$ 6.160,00 por hectare


Publicado em: 12/11/2021 às 15:10hs

Polinização assistida aumenta em 17,1% produtividade na cafeicultura

A técnica de polinização assistida envolvendo abelhas tem trazido resultados positivos para o meio ambiente e também para os produtores de café. Dados apresentados pela pesquisadora e coordenadora técnica da Empresa Eleve P&D/Agrobee, Joyce Dias, mostram que a alternativa sustentável possibilita aumento de 17,1% na produção por hectare, entre outros benefícios. “Temos uma melhora na qualidade do grão e da bebida e redução do abortamento na fase crítica. A planta segura o grão polinizado”. 

O processo desenvolvido pela empresa consiste em levar colmeias de espécies comprovadamente adequadas para as lavouras na época da florada para realizarem a polinização. As abelhas são retiradas assim que as flores murcham. “Tudo isso pode ser feito por aplicativo que conecta quem precisa das abelhas, no caso o produtor, com quem tem as abelhas. Elas não são nossas. Pelo sistema, geramos uma segunda fonte de renda para os criadores, com o aluguel das colmeias”, explicou Joyce.

A coordenadora também revelou a parceria da Aplebee com Nescafé Origins do Brasil neste ano para produção de café a partir da polinização pelas abelhas envolvendo três regiões de Minas: a Chapada Diamantina, Cerrado Mineiro e Sul de Minas.

O assunto fez parte da palestra “Alternativas para a agricultura moderna”, um dos destaques do Fórum da Cafeicultura Sustentável, da Semana Internacional do Café (SIC), na quinta-feira (11), que reuniu diferentes especialistas para debater opções mais sustentáveis.

No contexto de verificar novos rumos para a cafeicultura, o geologista e pesquisador da Embrapa, Eder de Souza Martins, destacou a importância do solo para a agricultura moderna, destacando os processos químicos como a rochagem ou remineralização, que consiste na fertilização a partir dos nutrientes das rochas.

Segundo o especialista o fenômeno aumenta o potencial produtivo e a qualidade da produção e beneficia tanto o terreno, quanto as plantas, que conseguem absorver esses nutrientes do solo. “A remineralização também está relacionada ao rejuvenescimento, uma renovação do local”, acrescentou.

Cafeicultura Orgânica

Um dos principais destaques da agricultura moderna, a cafeicultura orgânica, também foi assunto no painel. Com 30 anos de experiência no cultivo de cafés orgânicos, a produtora Miriam Aguiar, da Fazenda Cachoeira, localizada em Santo Antônio do Amparo e uma das pioneiras na área, debateu a importância de pensar o conceito de modernidade na agricultura. “O moderno envolve interdependência e deve conectar quem produz com quem consome, diferente daquela cafeicultura de commodities do passado, que era voltada para o comércio”, explicou. 

Segundo a produtora não adianta apenas buscar novas soluções para minimizar os problemas existentes, mas mudar conceitos. “Para mim uma cafeicultura moderna tem que produzir mais diversidade, não é monocultura, não é substituir insumos. O modelo que a gente acredita e tem trabalhado é uma cafeicultura orgânica que unirá produção de frutas e outros alimentos, além de envolver o turismo. É pensar o conceito de um sistema vivo, entender como ele funciona”. 

Para o mediador Leonel Satiro de Lima – Coordenador Técnico Regional de Meio Ambiente da Emater MG, que abriu a palestra com algumas questões do conceito de modernidade e os processos de mudança, “as alternativas que são encontradas para a agricultura, para a cafeicultura moderna precisam estar de acordo com a natureza”. 

A SIC está sendo realizada em formato híbrido e termina na sexta-feira (12). O credenciamento pode ser feito pelo site: www.semanainternacionaldocafe.com.br.

Fonte: KB Comunicação

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